Fotografia e os pervertidos da internet

Gostaríamos que o mundo fosse perfeito e as pessoas apreciassem nosso trabalho pela arte, por nossas capacidades profissionais, por nosso talento e pela fome de cultura. Mas a realidade não é essa, a maioria das pessoas no mundo real não funcionam assim. E a industria geral do entretenimento sempre soube disso e é por isso que os personagens são over sexualizados/erotizados. Grande parte das pessoas acessam a internet em busca de conteúdo sensual-erótico-porno. Ou qualquer coisa que seja relevante, similar ou que lembre isso de alguma forma.   Tudo para atender a necessidade dos eternos na puberdade.

Se esse também é o seu público alvo, se o seu produto (mesmo que você seja o seu produto) é direcionado para essa faixa de consumidor, então tudo bem. Mas se não for, então talvez, seja preciso avaliar as características das imagens que divulgamos. Toda obra visual seja pintura, fotografia, desenho e etc, tem uma área de maior destaque. Um atributo, uma cena, um objeto que queremos que as pessoas prestem maior atenção na imagem. Tudo de acordo com a mensagem que queremos transmitir. Seja poética ou não.

Então levando isso em consideração “O quê valorizamos (consciente ou inconsciente) na maior parte das imagens que divulgamos”, reflita:
O quê está sempre focado?
O quê está sempre amostra e destacado?
O quê chama mais a atenção da pessoa que verá nossa imagem?
Quê tipo de público mais vai se sentir atraído pelas imagens com essas características que fizemos?

Qual a faixa etária da maioria das pessoas que acessam nossos websites, blogs e perfis? E o que essa faixa etária mais busca consumir na internet? Tudo o que produzimos, estabelece uma sintonia com as pessoas que nos acessam. Se maior parte de nossos visitantes tem certa característica, é porque estamos alimentando a necessidade que essa faixa de público está buscando.

Não curta, não comente, não compartilhe… só reflita, como eu refleti esses dias. Ás vezes precisamos nos avaliar, nos pesar, analisar também o quê estamos produzindo, qual a linguagem visual que estamos utilizando, como estamos nos divulgando, para quem estamos nos divulgando e a atenção de quem estamos chamando. Muitas vezes ou em alguns casos somos nós mesmos que construímos uma determinada situação e manifestações inapropriadas por parte de visitantes.

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